sábado, 12 de dezembro de 2009

Montmartre

12 de Outubro de 2007

Passeio do dia: ir até a Sacré-Coeur, fica no bairro boémio de Montmartre.
Fomos de metro até Anvers, e chegamos praticamente de frente para a escadaria da Basílica.Você pode subir de bondinho ou pela escada mesmo, foi o que fizemos, respiramos fundo e lá fomos nós.




A escada fica repleta de Africanos tentando vender pulserinhas de artesanato que eles fazem ali na hora. Como eu já tinha caído no artesanato lá na Grécia, falei para o Edison seguir em frente nem dar trela para as fitinhas coloridas, estava subindo e subindo, quando olho para trás lá está o Edison com o dedo esticado e o moço trançando. Voltei para chama-lo e imediatamente surge outro moço já trançando outra pulserinha no meu dedo e dizendo que ia trazer prosperidade, era só fazer um pedido enquanto ele dava os nós. Eles são ligeiros demais e dizem se não gostar não precisa pagar, mas você fica um pouco impressionado com o tamanho e a quantidade deles e acaba pagando, mesmo que pechinchando. No nosso caso ele disse que era 10 euros cada, imagina nós que gastamos 20 euros, ou até menos, para dormir, iamos gastar tudo isso com pulseiras, acabamos pagando 5 nas duas e foi de bom tamanho.


Lá no topo da escada, as pessoas ficam sentadas e quase sempre tem alguem tocando e cantando, nessa hora era um Bob Marley couver.Enfim chegamos ao topo, e avista lá de cima é muito bonita.

A basílica é linda por fora e por dentro. Foi a primeira igreja, depois de muitas que visitamos, que senti uma forte emoção, acho que a beleza, uma pequena exposição sobre Madre Clelia, que tanto ouvi falar no colégio, e principalmente as freiras cantando durante a missa, foi tudo muito emocionante. Me senti em paz lá.


Do lado de fora estava acontecendo uma feira com produtos típicos Francês, pães, queijos e principalmente vinho. Faz parte da comemoração da colheita da uva, e já que o bairro é produtor de uvas e vinho, eles também comemoram a colheita com feiras e festas. Isso nos ocorreu sem querer, nem sabiamos disso, mas tivemos o prazer de estar no dia e local certo. A festa mesmo é no segundo sábado do mês de Outubro, e pelo que entendi a feira começa uns dias antes.


Nessa feira experimentamos o prato típico Francês,o escargot, era bem pequenino e só a titulo de curiosidade mesmo, um caracolzinho temperado com ervas finas a 1 euro. O bichinho mesmo nem senti o gosto, mas o tempero estava excelente !!





Caminhamos bastante pelo bairro, passamos pela praça dos artistas, Place Terte, e nesse momento me senti um pouco no bairro de Santa Tereza no Rio de Janeiro, tem bondinho também para chegar, museus, artistas de rua, artesanato, Montmartre me pareceu bem familiar.




Encanei com duas coisas, uma que irira ver o Mollin Rouge, mas o que tinha na mente era ver o moinho mesmo, não o Cabaret,então encontrei o caberet, não entramos pois é caríssimo.Conhecemos a região que é cheia de sexs shops, cine porno e etc. Continuamos a caminhada atrás dos outros dois moinhos, achei um escondidinho, parecia um lugar residencial e logo mais a frente o outro, é um restaurante e era um dos preferidos pelo boémia do inicio do século XX.

Outra coisa que queria muito ver era o museu de Art Naif, afinal trabalhei um ano no museu desse género no Rio de Janeiro e 80% do publico era francês, agora queria ver o "berço" dessa arte que me encanta. Rodamos um pouco e encontramos, não é só um museu de arte Naif, é junto com arte Bruit, e também funcionava como Galeria, ficamos só na parte do café e da loja, pois a entrada era "salgadinha".

Mais um passeio e um dia inesquecivel !!!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

BelleVille

11 de outubro de 2007

De volta para um "sofá",projeto couchsurfing, agora o bairro é Belleville. Para ser sincera nunca tinha ouvido falar sobre o bairro, não é um lugar muito turístico, apesar de seus encantadores parques e vista da Torre Eiffel. É um bairro de trabalhadores, e muitos imigrantes. Lá onde fica uma das duas Chinatown da cidade.

Pegamos as direções, descemos no metro Pyrennées, o endereço e nos programamos para chegar lá no final do dia, o novo casal trabalhava, e esse era o horário disponível. Para o jantar fomos até um restaurante Tailandês no bairro, bem frequentado, havia fila para sentar. Então pegamos para viagem, que por sinal é mais barato,e seguimos para o apartamento.

Julie, nossa anfitriã, me levou para uma das mais belas vista da cidade, e contou que antigamente o Bairro era uma cidade independente e o nome, Belleville significa justamente Cidade Bela. É um dos bairros mais altos da cidade.



Jogamos uma partida de 21 na quadra de basquete próximo ao apartamento deles, frequentamos as maravilhosas padarias do Bairro e me senti por alguns dias moradora dessa cidade, e se fosse possível ficaria lá mais uma semana, mas como dizia minha mãe, visita é bom mas, mais que 3 dias fede né?!! Então partimos para a próxima parada.



quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Praças de Paris, a História está ali !!

Basta caminhar pela cidade, e você "cai" numa praça, umas enormes e belas, outras nem tão bela. Mas todas com sua História para contar.

Um dos hostel que ficamos foi relativamente perto da Place de La Bastille, hoje a praça tem um monumento da liberdade bem ao alto e a Opera Bastille. Mas a região já abrigou a prisão Bastille e durante a Revolução Francesa foi tomada pelos revolucionários, movimento conhecido como "queda da Bastille", a antiga prisão foi abaixo.
A Praça hoje é ponto de encontro para manifestações sindicais sem contar na festa tradicional realizada no dia 14 de Julho para comemorar o dia da revolução!



Place de la Concorde, é a maior da cidade e também com grande peso na historia. A praça fica no final da Champs-Élysées. Foi construída para homenagear o rei Luis XV, mas durante a Revolução francesa a estátua do Rei foi destruída e deu lugar a Guilhotina. Lá foi decapitada a família Real e outras pessoas da nobreza.
Com o fim da revolução a praça foi batizada em definitivo como praça da Concórdia, ganhou um Obelisco vindo do Egito e uma fonte.



Outra Praça utilizada na época da revolução Francesa foi a atual Place de la Nation, hoje tem esse nome pois tem bem no meio um monumento representando a Republica. O monumento está ali desde a comemoração de 100 anos da Revolução Francesa.


Também não deixe de passar pela Place des Voges no Marais, essa é menorzinha, mas cheia de charme, é uma das mais antiga e preferida .
Bom essas são apenas algumas, Paris é repleta de praças e cada uma com seu encanto diferente !


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Disneyland

10 de outubro de 2007

Tinha muita dúvida se ia ou não na Disney de Paris, já tinha lido que para quem conhece a Disney de Orlando, a de Paris ficava muito atrás. Mas o Edison não conhecia a de Orlando, estava já um tanto "cheio" de visitar Museus e Igrejas, então resolvemos ir à Disney e nos divertir muito !!

Saímos bem cedo e chovia, na noite anterior choveu o tempo todo e até pensamos em cancelar o passeio, mas seguimos em frente, Antes de pegar o trem passamos no mercado para nos abastecer com água, sanduiche e bolachas, para passar o dia. Para variar pegamos o trem em direção contrária e nós demos conta na metade do caminho. Descemos e tivemos que esperar outro trem e voltar, isso nos atrasou quase uma hora.

Compramos nosso ingresso na bilheteria mesmo, e adentramos ao mundo de fantasias !!!

O Edison parecia uma criança mesmo, como se divertiu, nós brinquedos se entretia até nas filas, foi uma porção de vezes nos mesmos brinquedos, acho que foi o último a sair !!!



O Parque estava decorado para o Halloween, tudo muito bonito, e no final teve uma parada com os personagens mais "darks " e os vilões dos desenhos foi bem legal !!!







No fim não me arrependo nem um pouco de ter ido ao parque, ADOREI, e me encantei com o Mickey falando francês, que coisa mais fofa !!!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Musée Du Louvre


07 de Outubro 2007

O dia seguinte em que chegamos a Paris era o primeiro domingo do mês, um lindo domingo por sinal, nesse dia o Museu do Louvre tem as portas e bilheterias abertas.
Nos já tinhamos nos programado para estar em Paris nesse dia e aproveitar, desde bem cedo, o Museu. Depois do café da manhã no albergue, lá estavamos nós na fila do gigante e imponente Louvre.

Desde cedo aquele lugar fervia de gente, o nosso objetivo era logo chegar a famosa Gioconda antes que o lugar ficasse mais cheio ainda. Mas até chegar nela foi-se uns 20 minutos ou mais. A maioria das pessoas que tem o primeiro encontro com a Mona lisa, fica levemente decepcionado, não sei porque imaginamos um quadro grande e imaginamos que vamos admira-lo de pertinho.
Porém não é bem assim, o quadro é pequeno, é cercado por dois vidros e ainda tinha uma corda de segurança, eu que sou bem ceguinha não pude ver tão bem quanto queria, sem contar que tive que ficar desviando de várias cabeças para dar uma espiadinha.





Não sou muito entendida de arte, mas gosto de visitar museus, a gente sempre acaba aprendendo alguma coisa, observando as pessoas observar as obras, acho um barato, sem contar o prédio em si, muitos museus tem os prédios tombados, fazem parte da história local. E o Louvre é bem um exemplo desses.

O prédio foi construído originalmente para ser um forte, para defender a cidade contra as invasões Vikings, depois por algum período foi sede do governo Monárquico e lá pelos anos de 1700 foi transformado em Museu. Nunca pararam as transformações e hoje é voltado inteiramente a Cultura.

Vá visitar o Louvre sem ter a missão de conhece-lo por inteiro, já ouvi de uma pessoa que mora em Paris há mais de 20 anos, trabalha com história da arte e ela afirma que não conhece o museu por inteiro. Então se você tem algo que sempre quis ver, vá em frente, mas não esqueça de curtir o lugar.

Também já ouvi que mais de 03 horas dentro de museus, para quem não é da área, sua absorção não será muito grande.Nesse dia ficamos praticamente o dia inteiro, e tenho que concordar um pouco, no final do dia estavamos para lá de exaustos.

domingo, 29 de novembro de 2009

Agora sim Paris, querida Paris !

Acho que já disse isso por aqui antes, mas vou ter que repitir, nada como uma noite bem dormida, para tudo parecer encantador !

Que tal um passeio pelo Quartier Latin para tirar a impressão ruim da cidade?
Pois bem, saímos andando para ir até o Jardim do Luxemburgo, antes paramos na Catedral de Notre Dame, visitamos, tiramos fotos e seguimos.


Andamos pelas ruas do Quartier Latin, sem saber exatamente onde estávamos, mas ai já começou a me interessar bastante, um lugar gostoso cheio de livrarias, bares, bistrôs, enfim são ruas charmosas.

Chegamos ao Jardim de Luxemburgo. O lugar é bem maior que eu pensava, como fazia sol, vimos algumas pessoas tomando um sol, com roupas mesmo, lendo livros, ou simplesmente vendo a vida passar. Acho que os jardins e parques da cidade são para isso mesmo, um momento de relaxamento ou reflexão. São vários jardins espalhados pela cidade, bem mais do que conhecemos, mas talvez um dos mais famosos seja o do Luxemburgo.





Na saída demos literalmente de cara como Panthéon,é um monumento que hoje homenageia grandes nomes franceses com suas sepulturas, também passamos por lá, mas não entramos. Bem nessa hora nossa maquina acabou totalmente a bateria.

Depois de recarregados, seguimos para visitar o ícone mais ilustre da cidade, a famosa Torre Eiffel. Nos perdemos um pouco nessa região, e acabamos chegando mais tarde do que queríamos. Nossa ideia era chegar lá ao entardecer, pegar um pouco ainda de dia e ficar lá em cima até escurecer. Mas tinha uma fila básica, acho até que tivemos sorte, pois não ficamos horas. Em alta temporada e horários de picos essa fila pode ser assustadora.

Quando chegamos ao primeiro andar, já estava mais para noite do que dia, mas mesmo assim a vista é maravilhosa. optamos em ficar só no primeiro andar mesmo, lá tem um pequeno museu sobre Gustave Eiffel e sua obra, restaurante e lojas. Não me arrependo de não ter ido até o topo, do primeiro andar dá para se ter boa vista sobre a cidade e ainda identificar os lugares por onde já se passou.Ah lá em cima faz frio hein, como já tinha escurecido, a temperatura caiu bem, e lá em cima mais ainda. Os termómetros estavam marcando 18ºC, mas a sensação era bem menos pois ventava bastante.



Ah foi um dia lindo cheio de lugares e pessoas bonitas e por incrível que parece, não encontramos um Francês mal-educado, foi até ao contrario, nos perguntaram se precisávamos de ajuda quando estávamos parados numa esquina com um mapa na mão, isso mesmo um Francês parou e perguntou se podia ajudar, se estávamos perdidos, achei o máximo nos sentimos muito bem, retiro totalmente a impressão do dia anterior.

Já me sinto totalmente apaixonada por essa cidade !

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Isso é Paris ??

05 e 06 de Outubro de 2007

Não podiamos deixar Veneza sem mais uma "aventura". Compramos o trem para Paris,o primeiro trem do dia, que saia as 5:09h. Então resolvemos passar a noite na Estação de trem. Ficamos por lá nos revezando em quem tirava uma soneca, jogamos baralho, até que as 00:20, vem um guardinha expulsando as pessoas da estação, pois a mesma iria fechar. Como assim fechar, não era 24h?? Ninguém disse que fechava, ou melhor nunca perguntamos se fechava, e mais essa surpresa. Ficamos do lado de fora num friozinho da madrugada no inicio do outono.

Quando pensamos que essas horas seriam intermináveis tivemos uma boa surpresa do destino. Encontramos um casal de brasileiros e logo em seguida mais um brasileiro, que fizeram essas horas passarem agradavelmente com um papo divertido. O brasileiro era Fabio do blog minhasaga.org , ele estava começando no blog e hoje é super visitado, ele contava a história dele de como chegou na Itália para conseguir a tão difícil e desejada cidadania italiana, e acabou virando consultor nesse ramo.

Quando a estação reabriu, nosso trem já estava lá, embarcamos e esperamos partir. Nos estavamos com nosso passe de trem que compramos no Brasil era um passe para dois países Itália e França, então não precisavamos validar o bilhete, bastava marcar no passe a utilização, para os fiscais verem. O casal de brasileiros também embarcaram no mesmo trem e eles tinham um bilhete de trem, nesse caso eles deveriam ter validado antes de entrar, como estavam cansados acabaram esquecendo, e no meio do caminho o fiscal chegou e viu que não estava validado, era para terem tomado ma multa, mas eles conversaram e o guarda entendeu que não havia sido de sacanagem, e liberou da multa. Por isso a Itália tem muito a ver com o Brasil, as regras podem ser quebradas de vez em quando.

Trocamos de trem em Milão e seguimos no trem rápido até Paris, nunca comi tanta nutella, tinhamos um pote do grande na mochila(na Itália a Nutella é muito barata)e comemos a viagem inteira.

Chegamos em paris na estação Gare de Lyon por volta das 18h, ainda estava claro e adivinha, sem nenhuma reserva de albergue novamente. Pensei em chegar e pedir informação no posto de informações turísticas na estação de trem, porem encontramos uma certa fila lá e pessoas nada solicitas, e para completar nenhuma vaga de albergues na região, nem de hotéis baratos, alias até os mais carinhos estavam lotados, mas porque, o que estava acontecendo na cidade?? Nada mais nada menos que as finais de Rugyb. Chegamos e tinha acabado de acontecer um jogo, no qual a França tinha garantido sua vaga na grande final. A cidade estava uma loucura e tudo o que nos queriamos era um lugar para descansar, pois tinhamos passado uma noite em claro.



Depois de 2 horas tentando achar algum lugar para ficar,encontramos um hostel, nos hospedamos e fomos atrás de algo para comer e também de uma internet para garantir nossa acomodação no dia seguinte, nosso contato no couchsurfing.
Dai que a nossa ficha caiu como Paris é uma cidade cara, comida, hostel e internet, e o pior, tudo difícil de achar. depois de comer um crepe de ovo nessas barraquinhas de rua, voltamos ao albergue.

Confesso que essa primeira impressão da cidade me deixou muito desapontada, esperava aquela Paris encantadora, iluminada, mas não foi isso que encontramos, chegamos em pleno caos, tipo no Brasil depois de jogo da copa, até que veríamos com outros olhos se não estivessemos tão cansados. O jeito era esperar pelo dia seguinte.